← Voltar para o Blog
Carreira

Você chegou até um cargo de liderança. E agora?

Por Elana Sousa 4 de junho de 2025 8 min de leitura

Em muitos contextos corporativos, mulheres são promovidas a cargos de liderança com base em sua competência comprovada. Chegam lá depois de anos entregando resultados consistentes, superando expectativas e demonstrando um compromisso incansável com a execução.

Em contrapartida, a trajetória masculina muitas vezes se beneficia de uma avaliação baseada no "potencial percebido" e na força de suas redes de relacionamento. Pesquisas mostram que mulheres precisam comprovar realizações passadas para receber uma promoção, enquanto homens são promovidos mais frequentemente com base em sua projeção futura.

Falo isso não apenas com base nos dados, mas porque vivi essa realidade. Fui promovida por resultados e por dedicação. Aos 25 anos já liderava equipes, mas só mais tarde compreendi que liderar exigia bem mais do que resolver problemas e trabalhar duro.

Ao assumir cargos de alta liderança, percebi que as habilidades que me trouxeram até ali não eram suficientes para me manter. Senti na pele a dificuldade de fazer a transição do "modo execução" para o "modo liderança".

Muitas líderes acabam tentando compensar essa transição com mais esforço e controle: acumulam tarefas estratégicas com as atividades técnicas que realizavam anteriormente. O resultado é um caminho quase direto para o esgotamento. Segundo a McKinsey, mulheres em cargos de liderança relatam níveis significativamente mais altos de esgotamento do que seus colegas homens.

O meu despertar ocorreu quando compreendi que não precisava, e nem conseguia, dar conta de tudo sozinha. Foi aí que comecei a construir times sólidos, a confiar em redes de apoio e a cultivar uma liderança mais leve e colaborativa.

A transição da liderança técnica para a liderança estratégica é desafiadora e solitária, se você tentar fazê-la sem apoio. Mas ela também é libertadora, poderosa e transformadora.

Elana Sousa

Elana Sousa

Fundadora da Équité. Ex-CFO, MBA IESE. Mentora de liderança feminina consciente há mais de 17 anos de trajetória executiva.

Esse texto ressoou?
Vamos conversar.

Entre em contato