Quando ouvimos falar sobre a tensão entre Israel e Irã, o que escutamos são análises geopolíticas, relatos de disputas históricas, religião e poder. Mas e se eu te disser que a desigualdade de gênero também pode ter tudo a ver com isso?
A desigualdade de gênero está no coração de muitos dos conflitos que explodem no mundo. Não só entre países, mas dentro de casas, empresas e relacionamentos. Onde não há equilíbrio e respeito, sobra espaço para a tensão e a disputa.
A guerra, no fundo, é uma expressão do excesso de uma única energia: a masculina. Não estamos falando de homens versus mulheres. Estamos falando de qualidades. A energia masculina está ligada à ação, força, lógica e domínio. Quando essa energia se manifesta de forma desequilibrada, ela pode se expressar em agressão, imposição, competição desenfreada e, em última instância, violência destrutiva.
A energia feminina, por outro lado, traz acolhimento, criatividade e conexão. Quando essas qualidades não estão presentes nas decisões políticas, econômicas e sociais, a tendência é que se escolha o confronto em vez do diálogo.
Não é coincidência que países com maior igualdade de gênero também tenham níveis mais baixos de violência interna e externa. Quando mulheres ocupam espaços de poder de verdade, outras formas de liderar e de resolução de conflitos ganham espaço. E isso muda tudo.
Se você, assim como eu, assiste a tudo isso e se pergunta como pode ajudar a mudar o mundo, a minha resposta é: comece por você.
Sem mulheres nas decisões, não existe paz de verdade. A gente pode "desarmar" o mundo: de dentro para fora, e de fora para dentro.
Elana Sousa
Fundadora da Équité. Ex-CFO, MBA IESE. Mentora de liderança feminina consciente há mais de 17 anos de trajetória executiva.